Estendo a mão para as virtudes
Ignoro os pecados, safados
Disfarço os defeitos, ingratos
Exalto qualquer qualidade,
minha magestade!
Cuido com regras, conceitos e imposições
Finjo que não vejo minhas imperfeições
Reprimo desejos, gaguejo
e farejo tudo que pode causar preocupação
Durmo em paz
mas não sinto uma motivação pra viver a mais
sofro em silêncio
e silencio os demônios ,
malditos seres antagônicos!
Rezo pra que eles nunca mais apareçam
que fiquem quietos, me obedeçam
Se esse é o preço para o progresso,
me enobreço
e prometo não decepcionar
Mostro sorrisos fáceis
e escondo minha amargura,
que tortura!
Meu peito coleciona ranhuras
tão sinceras e duras,
que nem a ternura pode curar
domingo, 20 de julho de 2008
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